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20/02/2016
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Mãe: obra que não se resume


Mãe, você é obra que não se resume. Por isso, atrevo-me apenas em descrevê-la. É a magia sem truques; o amor à primeira vista que não cega, mas norteia. Teu sorriso parece uma lua minguante deitada, mas a lua não emite luz própria.

Mãe, minhas lágrimas se secam com o ar da tua graça e o calor da tua presença. Tuas palavras, mesmo que pareçam sem sentido, sempre me deram alguma direção. O que você diz é capaz de compor o meu sorriso e o teu sorriso é capaz de me fazer compor.

Mãe, você me faz pedir colo, mesmo quando já posso colocar meus pés no chão e andar com as minhas próprias pernas. A única pessoa que me ama com todas as forças, apesar de todas as minhas fraquezas. Só pelos teus olhos posso ver os altos e baixos de minha vida como degraus.

Penso, logo existo. Talvez Descartes não tivesse mãe, pois logo quando penso, penso que sem ti não existo totalmente.

Mãe, admiro teu jeito de conseguir tudo a passos leves e braços fortes. Você é a única mulher que faz o meu coração bater, as outras o fazem apanhar. Por isso me arrependo de ter tratado como deusas, garotas da vida alheia. Hoje, vejo que esses amores são, no máximo, angelicais e percebo que divino mesmo é o seu amor.
 
Imagem: Arquivo pessoal de Tejota Menezes (topo)
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